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Sábado, Junho 22, 2024

Conversas Sobre… Israel vs Palestina, Parte 4/4

Nesta conversa, abordámos uma variedade de temas interessantes para uma compreensão mais profunda dos desafios globais actuais.

Conversas Sobre… Israel vs Palestina, Parte 4/4


Hoje vamos terminar a nossa conversa sobre os relacionamentos entre Israel e a Palestina, da guerra em Gaza e do Médio Oriente. 

Conversas Sobre…”, é um formato diferente de entrevistas, apresentado no nosso Canal Mais Afrika do do YouTube, onde procuramos conversar com convidados sobre um determinado assunto ou tema que esteja na ordem do dia.

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Esta é a décima destas conversas e devido ao que se está a passar de momento entre Israel e a Palestina, a conversa foi sobre o conflito no Médio Oriente e dos riscos que daí advêm, não só para África, como para o resto do mundo em geral.

 

A Conversa


Nesta ultima conversa de quatro, abordámos a complexa questão da criação de dois estados independentes, Israel e Palestina, e se isso acabaria com os conflitos no Médio Oriente.

Destacou-se que a situação é complexa e que uma resposta simples seria inadequada. Atualmente, a discussão sobre dois estados não é viável devido ao ódio e à intensidade do conflito atual. Mencionou-se também que o território em disputa é um território imaginário e bíblico, complicando ainda mais a questão.

Discutimos a complexidade histórica do conflito, referindo-nos à Idade Média, à criação da Igreja Católica e às Cruzadas como elementos que perpetuaram o conflito entre os povos abraâmicos. destacou-se que a fé e a espiritualidade desempenham um papel crucial na dinâmica do conflito, afirmando que a fragilização da fé cristã enfraqueceu o Ocidente e as suas instituições, dificultando a mediação do conflito entre israelitas e ismaelitas.

Abordou-se a fragilização do Ocidente decorrente de uma crise de fé cristã. Foi afirmado que, sem a coesão e os valores do Ocidente, instituições como as Nações Unidas e o sistema de justiça internacional perdem legitimidade e eficácia. Argumentou-se que a falta de uma fé robusta leva a uma crise de identidade e coesão no Ocidente, tornando-o incapaz de mediar conflitos complexos como o israelo-palestiniano.

Também foi feita uma análise histórica, referindo-se ao Concílio do Vaticano II, que reconheceu a fragilidade da fé cristã e a necessidade de revitalizá-la. Segundo a análise, essa revitalização é crucial para a estabilidade e a capacidade da mediação do Ocidente.

No tocante à criação dos dois estados, destacou-se a necessidade de ter de existir um país consolidado, uma elite governante coesa e instituições fortes antes de se considerar a viabilidade de tal solução. Mencionou-se que a criação de um estado palestiniano e a coexistência com Israel requerem mais do que decisões jurídicas; precisam de uma base cultural e nacional sólida, algo que actualmente está ausente.

Concluímos que a criação de dois estados é inviável no contexto actual de fragmentação e descrença no Ocidente. Foi sublinhado que, sem um Ocidente forte e coeso, capaz de promover e sustentar os valores de democracia liberal e estado de direito, qualquer solução para o conflito israelo-palestiniano será temporária e instável.

Foi discutido se a crescente bipolarização e a falta de consensos influenciarão as relações internacionais nos próximos anos. Expressou-se preocupação com o peso dado ao termo “relações internacionais” e destacou-se que a conversa não era académica.

Argumentou-se que, após a crise sanitária do COVID-19, o conflito eslavo e o incidente de 7 de Outubro, o mundo está extremamente complicado e problemático. Mencionou-se que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia é, na verdade, uma questão global impulsionada pela hegemonia ocidental.

Discutimos ainda a tendência de a humanidade se focar em grandes tendências que, segundo a análise, não dizem muito sobre o futuro. Destacou-se a instabilidade política nos EUA e na Europa, a crise demográfica na China e a falta de soluções para questões no Sahel e na África subsaariana. Mencionámos também que a crise financeira global não foi superada e foi exacerbada pela pandemia.

Sublinhou-se que o identitarísmo e o “wokismo” impedem a compreensão da gravidade das questões, dificultando o diálogo. Destacou-se a necessidade da recomposição do Ocidente e da valorização dos preceitos ocidentais que promoveram avanços científicos e morais.

Conversámos ainda sobre os desafios climáticos e a necessidade de uma abordagem mais global para o antropoceno. No campo educacional, criticou-se a visão limitada das instituições educacionais e destacou-se a importância da convivência e da família. Argumentou-se que a fragilização da fé cristã no Ocidente contribuiu para a fragilidade da instituição familiar, afetando a taxa de fecundidade.

Por fim, destacou-se a importância de valorizar as diferenças culturais e rejeitar a retórica da globalização, concluindo que o mundo atual é complexo e dinâmico e que o futuro depende da melhoria do presente, sugerindo que é necessário cuidar do “jardim” actual para garantir um futuro melhor.

Em suma, nesta foi a última parte de uma série de quatro conversas, além de conversarmos sobre a complexidade das relações entre o Ocidente e Israel, sublinhando as influências culturais, históricas e políticas que moldam este apoio, também abordámos uma variedade de temas interessantes para uma compreensão mais profunda dos desafios globais actuais.

Por isso não percas esta Conversa Sobre… pois além destes assuntos falámos de outros temas muito interessantes.

 


 

O que achas desta nova série de entrevistas? Consegues especular sobre o assunto e dizer se as “Conversas Sobre…” terão sucesso? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.


Imagem: © 2024 Francisco Lopes-Santos 
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