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Segunda-feira, Abril 22, 2024

A verdadeira história do dia 8 de Março

O dia 8 de Março é reconhecido como o Dia Internacional da Mulher, no entanto, a maioria das pessoas não sabe a sua verdadeira origem.

A verdadeira história do dia 8 de Março.

O dia 8 de Março é reconhecido como o Dia Internacional da Mulher, no entanto, a maioria das pessoas não sabe a sua verdadeira origem.

Tradicionalmente, é dito que o dia 8 de Março, surgiu em homenagem a 125 operárias norte americanas que morreram carbonizadas num incêndio ocorrido numa fábrica têxtil, em Nova York, incêndio esse, provocado intencionalmente em retaliação contra uma série de greves e motins que teriam ocorrido.

Bem… É falso.

 

Toda a Verdade

O tão famoso incêndio de facto ocorreu e as 125 operárias norte americanas morreram mesmo carbonizadas, mas não ocorreu como se conta e nada tem a ver com o dia 8 de Março.

O acidente e eu falo em acidente, pois não há provas de não o ter sido, deu-se a 25 de Março de 1857 na fábrica Triangle Shirtwaist Company, em Nova York. Mas segundo a versão que circula, tratou-se de um crime, perpetrado em retaliação a uma série de greves e levantamentos dos trabalhadores que ocorreram nessa altura.

Fosse acidente, ou crime, a realidade é que nesse incêndio, morreram 146 trabalhadores carbonizados, dos quais, 125 eram mulheres.

As instalações elétricas precárias aliadas ao tipo de solo onde ficava a fábrica e à grande quantidade de tecido que funcionou como combustível, é a mais provável causa do incêndio, aliado ao facto de que naquela época, era habitual os proprietários trancarem os seus funcionários, durante o expediente, para evitar as saídas e a baixa de produtividade.

Como se pode verificar, nem a data coincide, exceto o mês, nem existiu nenhuma razão aparente, para a tal homenagem.

 

A verdadeira origem do dia 8 de Março

A verdadeira origem, remonta à Rússia, durante as lutas de formação da antiga União Soviética. No dia 8 de Março de 1917 (23 de Fevereiro, segundo o calendário russo ortodoxo), um enorme grupo de mulheres, essencialmente tecelãs e mulheres de militares, ocuparam as ruas de Petrogrado (atual, São Petersburgo), em luta por “Pão e Paz”.

Elas percorreram a cidade, indo de fábrica em fábrica, a convocar a massa do operariado russo a levantarem-se contra a monarquia exigindo o fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial.

A revolta estendeu-se por vários dias, assumindo contornos de greve geral e de luta política, tendo sido um dos pilares para a revolta bolchevique e a queda da autocracia russa.

Nesse movimento, destacaram-se uma série de mulheres que viriam a tornar-se famosas entre os soviéticos. Aleksandra Kollontai, Nadiéjda Krúpskaia, Inessa Armand, Anna Kalmánovitch, Maria Pokróvskaia, Olga Chapír e Elena Kuvchínskaia, na realidade, foi considerado que a sua atuação foi imprescindível para o início da revolução e realização da tomada do poder.

 

Conclusão

Foi em sua homenagem (e não em homenagem às mulheres americanas) que em 1921, na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, se estabeleceu o dia 8 de Março como o dia da mulher soviética, em referência aos acontecimentos de 1917 e é esta data que foi reconhecida posteriormente pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975 como o dia mundial da mulher.

 

O que achas da história do 8 de Março? Será que os americanos têm a mania que tudo o que é importante tem origem nos EUA? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © 2020 Francisco Lopes-Santos 
Francisco Lopes-Santos
Francisco Lopes-Santos

Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos.

Francisco Lopes-Santoshttp://xesko.webs.com
Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos.
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