Mpox: RDC Declara O Fim Do Surto

Depois de meses a ser o epicentro da crise sanitária no continente, a República Democrática do Congo declarou o fim do surto de Mpox, marcando um momento decisivo no combate africano à doença e abrindo caminho para uma nova fase de vigilância sanitária.

Mpox: RDC Declara O Fim Do Surto


Foi declarado hoje o fim do surto de Mpox, na República Democrática do Congo (RDC), pela agência de saúde pública da União Africana (UA).

“A RDC que foi o epicentro da Mpox, declarou o fim do surto”.

“A partir de agora, a Mpox passará da gestão de emergência para a gestão de rotina”.

“Isto não significa que a doença tenha desaparecido, mas sim que continuará a ser tratada como outras doenças ou surtos”.

Afirmou Jean Kaseya, Diretor-Geral dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC, na sigla em inglês), durante uma conferência de imprensa virtual. Desde o início do surto desta doença provocada por uma estirpe de vírus de varíola, em 2014, a RDC registou um total de 161.517 casos suspeitos (37.135 confirmados) e 2.286 mortes suspeitas (127 confirmadas) nas suas 26 províncias.

“Este é um país onde todas as regiões foram afectadas, o que o torna um exemplo de persistência, mas também uma oportunidade para aprendermos lições”.

“Quando um surto termina, é necessário começar a preparar-se para o próximo”, afirmou Kaseya.

Para fazer face a esta situação, a RDC teve de aumentar o seu orçamento para a saúde para 14,5% do orçamento nacional, dado que o país também se encontra à frente dos ratings no continente africano em numero de infecções e mortes por sarampo e cólera.

O Ministro da Saúde da RDC, Roger Kamba, elogiou a “intervenção rápida” e a aquisição de vacinas pelo Africa CDC, o que melhorou a eficiência do sistema e reduziu os custos.

“Com esta organização, conseguimos avaliar um surto que afetou todo o país, mais de 1.400 zonas de saúde, e custou aproximadamente 90 milhões de dólares”, disse o ministro.

A Mpox é uma doença infecciosa que pode causar erupções cutâneas dolorosas, inchaço dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas e fadiga. Crianças, grávidas e pessoas com o sistema imunitário enfraquecido correm maior risco.

 


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Imagem: © 2024 Glody Murhabazi / France 24
Lusa
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