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ToggleGrupo D: Gana E Camarões Disputam Liderança
O Gana e os Camarões chegam à segunda jornada separados apenas pela diferença de golos depois de vencerem os primeiros encontros. As Black Queens derrotaram Cabo Verde por 2-0 e assumiram o primeiro lugar do Grupo D. As Leoas Indomáveis superaram o Mali por 2-1 e ocupam a segunda posição, com menos um golo na diferença entre marcados e sofridos.
Doris Boaduwaa abriu o marcador para o Gana aos seis minutos e participou no segundo golo, apontado por Vieira Eleia no início da segunda parte. O conjunto ganês teve mais posse, criou um maior número de remates e terminou sem sofrer. Na partida seguinte, Ngah Manga marcou aos 14 minutos e devolveu a vantagem aos Camarões através de uma grande penalidade aos 72.
O confronto mede agora a capacidade de cada selecção para repetir o rendimento, corrigir as falhas da estreia e suportar um adversário mais experiente. O Gana procurará conservar a segurança defensiva sem abdicar do ataque, enquanto os Camarões terão de fechar melhor os espaços que o Mali encontrou. A vitória não garante o apuramento, mas reduz a pressão antes da última jornada.
Pontos em Jogo
O Gana começa o encontro com vantagem na diferença de golos, resultado dos dois tentos marcados e da baliza inviolada diante de Cabo Verde. Essa margem vale a liderança, mas a disputa entre o Gana e os Camarões não permite uma gestão passiva. Uma derrota colocaria os Camarões no primeiro lugar e obrigaria as Black Queens a procurarem pontos contra o Mali na derradeira jornada do grupo.
Os Camarões apresentam uma referência ofensiva clara em Ngah Manga, autora dos dois golos frente ao Mali. A avançada atacou a profundidade no primeiro e converteu a grande penalidade que decidiu a partida. O rendimento individual, porém, exigirá o apoio dos corredores e uma maior protecção atrás da bola, sobretudo quando o Gana acelerar depois de recuperar a posse no meio-campo.
Doris Boaduwaa dá ao ataque ganês a mobilidade, a velocidade e a capacidade para aparecer entre as centrais. Portia Boakye acrescenta experiência na saída de bola e na escolha do momento para avançar. As Black Queens precisam de conservar essas ligações sem deixar a defesa isolada, porque os Camarões podem transformar uma perda mal protegida numa chegada rápida à área ganesa.
O meio-campo terá uma influência directa no ritmo. O Gana procurará circular com paciência e impedir que as suas laterais fiquem expostas, enquanto os Camarões tentarão encurtar o espaço e sair depressa. As faltas próximas da área merecem uma atenção redobrada, porque a estreia camaronesa mostrou como uma grande penalidade pode decidir um jogo de margens reduzidas entre adversárias equilibradas.
Kim Lars Björkegren e Valentine Nguele também terão de escolher o momento das alterações. O desgaste da estreia pode afectar a intensidade depois do intervalo, sobretudo nos sectores onde os duelos físicos se acumularem. A entrada de jogadoras frescas poderá reforçar o meio-campo, explorar uma lateral cansada ou proteger uma vantagem nos minutos em que o adversário arriscar mais.
Rumo a 2027
O encontro também pesa na corrida africana ao Mundial feminino de 2027, no Brasil. O CAN feminino atribui quatro lugares directos às selecções que alcançarem as meias-finais. Antes disso, as selecções do Gana e dos Camarões precisam de passar a fase de grupos e vencer nos quartos-de-final, etapa em que uma só partida separa a continuidade continental da qualificação mundial.
As quatro selecções derrotadas nos quartos-de-final ainda disputarão jogos de acesso. Duas seguirão para o torneio intercontinental de repescagem, onde enfrentarão representantes de outras confederações por lugares adicionais.
A alternativa mantém aberta a possibilidade de chegar ao Brasil, mas acrescenta partidas, viagens e incerteza, pelo que a passagem directa às meias-finais representa o percurso mais seguro para ambas. O Gana terminou a edição anterior no terceiro lugar e tenta transformar essa campanha numa presença no Mundial.
A selecção tem jogadoras habituadas aos encontros decisivos, mas não pode depender do historial. O triunfo sobre Cabo Verde ofereceu uma base estável, embora o confronto com os Camarões exija uma maior precisão sob pressão e respostas mais rápidas quando a posse mudar.
Os Camarões regressaram ao torneio depois de terem falhado a edição anterior e entraram nesta prova através do alargamento para 16 selecções. A vitória diante do Mali aliviou a pressão inicial, mas revelou espaços que um adversário mais eficiente poderá aproveitar.
Um resultado positivo contra o Gana daria estabilidade ao trabalho de Valentine Nguele e confirmaria a capacidade de competir com as candidatas. A posição final no Grupo D poderá ainda alterar o adversário dos quartos-de-final. O primeiro e o segundo classificados cruzarão com selecções vindas de outra chave, o que torna cada golo relevante para a ordem da tabela.
A prioridade imediata, porém, é somar pontos em Casablanca e evitar que a derradeira jornada transforme o apuramento numa obrigação sujeita a resultados alheios.
Conclusão
As Black Queens do Gana, mostraram uma segurança defensiva, uma circulação paciente e uma eficácia diante de Cabo Verde. As Leoas Indomáveis dos Camarões responderam ao empate do Mali e encontraram em Ngah Manga a finalizadora decisiva. Em Casablanca, a protecção da bola e a reacção às perdas deverão separar os dois conjuntos.
A vitória não garante a presença no Mundial feminino de 2027 nem encerra a disputa do Grupo D, mas oferece uma margem antes da última jornada e melhora a posição para os quartos-de-final. O historial das duas selecções aumenta a exigência sem decidir o resultado. O encontro valerá pela capacidade de manter a organização, aproveitar as ocasiões e suportar os minutos em que o adversário assumir a iniciativa.
Quem vai ganhar a disputa entre o Gana e os Camarões pela liderança do Grupo D? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.
Imagem: © 2026 CAF
