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ToggleAngola: Greve Dos Professores Perto Do Fim
A greve dos professores em Angola poderá ser suspensa na sexta-feira, 25 de Setembro, depois da reunião de cerca de seis horas realizada na quarta-feira, 23, entre o Governo e o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), na qual foram ultrapassadas as principais divergências do conflito laboral. O encontro decorreu no Ministério da Educação, em Luanda.
Apesar do acordo, a paralisação iniciada na segunda-feira, 21, mantém-se até que os professores sejam ouvidos nas assembleias convocadas pelo sindicato. O secretário-geral do SINPROF, Admar Jinguma, confirmou que os consensos alcançados serão apresentados aos trabalhadores antes de qualquer decisão sobre a continuidade da greve.
O Executivo espera que o entendimento permita o regresso dos professores às salas de aula na próxima segunda-feira, 28 de Setembro. A concretização desse cenário depende da posição dos docentes e da reunião entre o sindicato e os representantes governamentais, igualmente prevista para sexta-feira.
O conflito resulta de divergências sobre o cumprimento dos compromissos assumidos em Janeiro, sobretudo em matérias relacionadas com a progressão profissional e o enquadramento dos professores nas respectivas carreiras. A paralisação interrompeu o funcionamento regular de escolas num período ainda inicial do ano lectivo de 2026/2027.
Acordo Negocial
O entendimento alcançado entre o Governo de Angola e o SINPROF incide sobre os dois principais pontos que mantinham as negociações bloqueadas: a progressão dos professores na carreira e o nivelamento profissional em função das habilitações académicas. Estas matérias estiveram no centro das divergências que conduziram à paralisação nacional iniciada a 21 de Setembro.
O secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, considerou que as negociações permitiram ultrapassar os principais obstáculos. Segundo o governante, mais de 80% do caderno reivindicativo já tinham sido atendidos. A 16 de Setembro, a comissão negocial apresentara ao SINPROF as medidas executadas e as ainda previstas no cronograma.
O Ministério da Educação trabalha ainda no recrutamento de mais de nove mil profissionais. O acordo de 8 de Janeiro de 2026 já contemplava compromissos relacionados com as promoções, a actualização das carreiras e o pagamento integral do décimo terceiro mês.
Contudo, o SINPROF contestou posteriormente a execução de algumas medidas, particularmente a exclusão de professores dos procedimentos de progressão profissional. A divergência levou o sindicato a retomar a mobilização dos trabalhadores.
Na terça-feira, 22, o Governo apresentou esclarecimentos sobre os procedimentos administrativos em curso. Caetano Domingos, porta-voz da comissão negocial, anunciou a actualização da situação profissional de 53.755 docentes admitidos entre 2017 e 2020. Destes, 27.334 já tinham processos validados para pagamento em Outubro. Os restantes processos de 2019 e 2020 deverão ser enquadrados no primeiro semestre de 2027.
Apesar dos avanços, os pormenores do entendimento de quarta-feira ainda não foram integralmente divulgados pelas partes. Permanece por esclarecer a solução concreta encontrada para os professores anteriormente excluídos dos procedimentos de progressão e os respectivos prazos de execução.
A apresentação dessas garantias aos trabalhadores será determinante para a apreciação do acordo nas assembleias sindicais previstas para sexta-feira.
Decisão dos Professores
A suspensão da greve em Angola depende da posição dos professores nas assembleias convocadas para sexta-feira, 25 de Setembro, onde serão avaliados os resultados das negociações. O SINPROF pretende apresentar os consensos alcançados e recolher a posição dos trabalhadores antes de anunciar qualquer decisão definitiva.
O procedimento mantém a deliberação nas mãos dos docentes que participaram na aprovação da paralisação. Admar Jinguma esclareceu que o sindicato regressará à mesa das negociações com o Executivo depois de ouvir os professores. A reunião prevista para sexta-feira deverá permitir às duas partes conhecer a posição dos trabalhadores e definir os passos seguintes.
Até à divulgação dessa decisão, o entendimento negocial não representa o levantamento formal da greve nacional em curso. A paralisação começou na segunda-feira, 21 de Setembro, depois de os professores terem aprovado a medida em assembleias realizadas no dia 12.
O calendário inicialmente anunciado pelo sindicato estabelecia quatro períodos de greve, distribuídos pelo ano lectivo de 2026/2027. A primeira fase estava prevista até 15 de Outubro, caso não fossem encontradas soluções para as reivindicações apresentadas.
Para os alunos e as famílias, a eventual suspensão permitirá recuperar a regularidade das actividades escolares, interrompidas pela adesão dos docentes à paralisação. O regresso às aulas na segunda-feira, 28, constitui a expectativa manifestada pelo Governo.
Contudo, as escolas dependem da confirmação da decisão sindical para organizar a retoma das actividades e assegurar o cumprimento dos programas lectivos previstos. O Ministério da Educação determinou o registo das ausências dos professores que aderiram à greve, para efeitos administrativos e de processamento salarial.
A orientação, emitida a 21 de Setembro, acrescentou outro elemento de tensão ao conflito. A decisão das assembleias deverá esclarecer se o entendimento alcançado é suficiente para interromper a paralisação e permitir o regresso dos docentes ao.
Conclusão
O entendimento entre o Governo e o SINPROF representa um desenvolvimento nas negociações destinadas a ultrapassar a greve nacional dos professores em Angola. Depois de quatro dias de paralisação, as partes aproximaram posições sobre as principais reivindicações relacionadas com a progressão e o nivelamento das carreiras.
A suspensão da greve continua dependente da apreciação dos docentes nas assembleias previstas para sexta-feira, 25 de Setembro. A possibilidade de retomar as aulas na segunda-feira, 28, oferece uma perspectiva de normalização das actividades escolares, mas exige uma decisão formal do sindicato.
Permanecem por esclarecer os pormenores da execução dos compromissos assumidos e as garantias destinadas aos professores abrangidos. O resultado das assembleias e da reunião subsequente com o Executivo deverá determinar se o conflito laboral termina nesta primeira fase ou se a paralisação prossegue nos termos anteriormente anunciados.
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Imagem: © 2026 SINPROF