A África do Sul acusou formalmente Israel de crimes de genocídio no enclave palestiniano de gaza, apresentando um processo no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), o principal órgão judicial da ONU, em Haia.

Com esta acção, a África do Sul procura obter uma ordem provisória para a suspensão imediata das operações militares israelitas. O processo em si pode levar anos, mas uma ordem provisória pode ser emitida em semanas. Por seu lado, Israel informou que vai contestar as acusações, afirmando que a África do Sul está a dar cobertura política ao ataque do Hamas ocorrido em Outubro.

 

A Acusação de Genocídio

Israel irá enfrentar acusações de genocídio apresentadas pela África do Sul no TIJ, segundo informou um porta-voz do governo israelita. Eylon Levy, do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, classificou as acusações como um “absurdo libelo de sangue” e afirmou que Israel se apresentará no TIJ para contestar vigorosamente a acusação e acrescentou;

“Garantimos aos líderes da África do Sul que a história os irá julgar e irá julgar sem piedade”.

A África do Sul apresentou o caso na sexta-feira, 29 de Dezembro, à mais alta instância judicial da ONU, acusando Israel de genocídio contra os palestinianos na Faixa de Gaza e pediu ao tribunal que ordene a Israel que ponha termo aos seus ataques.

Israel, geralmente crítico de processos judiciais internacionais, contra si, considerando-os injustos e tendenciosos, está agora a responder de maneira séria ao processo, apresentando-se perante o TIJ, refutando as acusações de genocídio procurando dessa forma, proteger a sua reputação internacional.

 

Genocídio! Sim ou Não?

A África do Sul, após o ataque do do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) a 7 de Outubro, entrou com uma acção judicial no TIJ, alegando genocídio contra os palestinianos em Gaza procurando obter uma ordem provisória para cessar as operações militares de Israel, enquanto o país do Médio Oriente expressa o compromisso de defender as suas ações no tribunal.

Levy acusou a África do Sul de fornecer apoio político e jurídico ao ataque do Hamas, que desencadeou a atual guerra entre Israel e o movimento. A guerra, iniciada em Outubro, já causou a morte a 22 mil palestinianos, a maioria mulheres e crianças, mas Israel, culpa o Hamas dessas baixas, acusando-o de usar civis como escudos humanos, para aumentar o número de baixas.

A situação actual, já dura há 88 dias, ameaçando a estabilidade no Médio Oriente. A guerra entre Israel e o Hamas levou a uma crise humanitária em Gaza, com 1,9 milhões de deslocados (cerca de 85% da população), segundo a ONU, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária.

A África do Sul, com o processo no TIJ, procura responsabilizar Israel pelos actos que classifica como “genocidas”, mas o desfecho do caso pode demorar anos. A resposta de Israel, destaca a complexidade geopolítica da região e a tensão internacional em torno deste conflito.

Desconhece-se quais seriam, ao certo, os efeitos concretos de uma decisão do TIJ contra Israel, mas é provável que isolassem política e economicamente o país.

 

Conclusão

O resultado final deste caso permanece incerto, mas uma decisão desfavorável no TIJ poderia isolar politicamente Israel e ter repercussões económicas no país. Este episódio sublinha a complexidade e tensões no conflito israelo-palestiniano, evidenciando a necessidade de uma solução diplomática definitiva, para garantir estabilidade na região.

 

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Imagem: © Brendan Smialowski
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