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Sexta-feira, Abril 12, 2024

Suzi Barbosa Candidata-se A Presidente Da UA

“Nós, as mulheres, temos essa capacidade, temos esse dom de unir e somos menos bélicas” – Suzi Barbosa.

Suzi Barbosa Candidata-se A Presidente Da UA.

Suzi Barbosa, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, está a lançar a sua candidatura à presidência da Comissão da União Africana (UA), lançando-se em um momento crucial para o continente africano. Esta decisão transcende o âmbito pessoal, representando aspirações mais amplas e um compromisso com a causa africana.

Com uma carreira sólida que inclui a mediação de conflitos Suzi Barbosa, destaca a capacidade da Guiné-Bissau, um país lusófono, de liderar a UA. No entanto, a sua candidatura, ocorre em meio a uma corrida competitiva de outros dirigentes que procuram mais influência em África e em um momento delicado com vários Golpes de Estado no continente.

A sua candidatura é uma questão não apenas africana, mas também internacional, com países como Portugal e o Brasil a desempenharem papéis importantes no apoio diplomático. O futuro de África depende do desenvolvimento económico, da estabilidade política e da cooperação internacional, e Suzi Barbosa pretende representar uma voz significativa nesse processo.

 

A Motivação de Suzi Barbosa

Suzi Barbosa, após anos de serviço como ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, concentrou-se nas participações internacionais do país, mediação e na presidência da Guiné-Bissau, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Com esta candidatura, Suzi Barbosa, procura outros desafios e a oportunidade de mostrar que um país como a Guiné-Bissau tem grande potencial.

“Agora, é o momento de apostar a nível internacional e também para mostrar que a Guiné-Bissau, apesar de ser um pequeno país, tem capacidade para dirigir uma organização tão complexa como a UA”, afirmou.

O apoio dos países africanos lusófonos é crucial para a candidatura de Suzi Barbosa. O presidente da Guiné-Bissau, já demonstrou o seu apoio e a sua capacidade diplomática, o que pode beneficiar a candidatura. A Guiné-Bissau, sob a liderança do presidente Umaro Sissoco Embaló, aumentou a sua presença internacional, fortalecendo ainda mais a candidatura.

O presidente Sissoco Embaló possui influência não apenas nos países lusófonos, mas também nos países francófonos e em todo o continente africano. A sua habilidade diplomática e a sua rede de contatos desempenham um papel essencial na promoção da candidatura da Guiné-Bissau à presidência da Comissão da UA.

 

Melhorar a Imagem da Guiné-Bissau

A melhoria da imagem institucional da Guiné-Bissau, incluindo eleições legislativas bem-sucedidas e cooperação entre diferentes partidos políticos, é um fator decisivo para a candidatura de Suzi Barbosa. A estabilidade política e a vontade de promover o desenvolvimento são pontos-chave que fortalecem a posição da Guiné-Bissau na procura pela presidência da Comissão.

A influência das potências globais em África pode ter um impacto significativo. É fundamental que essas potências contribuam para o desenvolvimento e a estabilidade do continente, em vez de desestabilizá-lo em procura de recursos naturais. A diplomacia e a cooperação são essenciais para garantir um futuro positivo para África.

 

Os Golpes de Estado

A recente sucessão de Golpes de Estado em países africanos, como o Mali e o Burkina Fasso e mais recentemente o Níger e o Gabão, levanta preocupações sobre a estabilidade política no continente. Suzi Barbosa destaca a importância de abordar as causas subjacentes, como injustiças sociais e militares, para evitar futuros Golpes de Estado e promover a estabilidade política.

A estabilidade política é crucial para o desenvolvimento económico em África. Golpes de Estado e instabilidade prejudicam a paz social e o crescimento económico. A criação de riqueza através do desenvolvimento agrícola e da geração de empregos é uma solução prática para abordar as causas da instabilidade.

 

A Cooperação Internacional

A cooperação internacional desempenha um papel vital em África. A comunidade global deve apoiar o crescimento económico e a estabilidade dos países africanos, sem interferência prejudicial. A guerra na Ucrânia, por exemplo, afeta a segurança alimentar em África, destacando a interligação das questões globais.

A guerra na Ucrânia afeta diretamente África, aumentando os preços dos alimentos e causa um forte impacto na segurança alimentar. O aumento do custo de vida em países africanos, como na Serra Leoa, levanta preocupações e destaca a necessidade de diversificar a agricultura e promover a produção local de alimentos.

A experiência de Suzi Barbosa em Portugal e na Europa, onde estudou Relações Internacionais, enriquece a sua perspectiva. Ela ressalta que as democracias africanas devem ser adaptadas à realidade local e não necessariamente copiadas de modelos estrangeiros. Conhecer diferentes culturas e entender as necessidades locais pode ser uma vantagem valiosa na liderança da UA.

As potências globais têm interesses significativos em África devido aos vastos recursos naturais do continente. É fundamental que esses interesses sejam direcionados para apoiar o desenvolvimento e a estabilidade em África, sem desestabilizar as nações africanas.

 

O Futuro de África

O futuro de África depende do desenvolvimento económico, da estabilidade política e da cooperação internacional. A representatividade, a justiça social e a resolução pacífica de conflitos são elementos-chave para construir um continente mais próspero e unido.

É essencial que África enfrente os seus desafios e aproveite as suas oportunidades, trabalhando em conjunto com a comunidade global para construir um futuro mais brilhante e estável.

A distribuição justa de riqueza e o crescimento económico são essenciais para o futuro do continente e, apesar dos desafios, África tem casos de sucesso, como os de Cabo Verde e do Rwanda que demonstram que o desenvolvimento económico e a estabilidade são alcançáveis.

Suzi Barbosa destaca a importância da representatividade feminina na política africana e da necessidade de dar voz a uma maioria feminina que existe no continente africano.

“Nós, as mulheres, temos essa capacidade, temos esse dom de unir e somos menos bélicas”.

“Eu penso que podemos ter uma gestão mais sensível e que olhe mais para a realidade africana cuja composição é maioritariamente feminina”.

 

Uma Questão Internacional

A candidatura de Suzi Barbosa à presidência da Comissão da UA não é apenas uma questão africana, mas também internacional. Países como Portugal e Brasil podem desempenhar um papel importante no apoio diplomático à candidatura, beneficiando a lusofonia e promovendo a estabilidade em África.

A resolução pacífica de conflitos é essencial para a estabilidade em África, e líderes como Barbosa desempenham um papel fundamental nesse processo e a experiência de Suzi Barbosa, na mediação de crises, como no Burkina Fasso, é fundamental.

A democracia é outro aspecto fundamental para a estabilidade política em África. Os Golpes de Estado não são a solução e a população deve respeitar os processos democráticos e as escolhas feitas nas urnas. Várias organizações africanas, como a CEDEAO, estão comprometidas em apoiar a ordem constitucional em África e a levar a cabo soluções para uma estabilidade democrática no continente.

 

Conclusão

A candidatura de Suzi Barbosa à presidência da Comissão da União Africana visa promover a estabilidade e representatividade no continente, mas enfrenta desafios relacionados à influência política em África, por outro lado, representa um esforço para fortalecer a liderança e a estabilidade no continente.

A sua ênfase na diplomacia, estabilidade e cooperação internacional destacam a importância da abordagem multifacetada para o desenvolvimento africano e a complexidade das dinâmicas políticas no continente. A sua abordagem centrada na estabilidade, diplomacia e cooperação internacional enfatiza a necessidade de soluções abrangentes para enfrentar os desafios africanos.

 

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Imagem: © DR
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