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Sábado, Abril 13, 2024

Hidrogénio Verde: Moldar o Futuro Sustentável

"Até 2040, África poderá produzir 50 vezes mais energia a partir de energias renováveis do que a procura estimada do mundo" – Kgosientsho Ramakgopa.

Hidrogénio Verde: Moldar o Futuro Sustentável.

No primeiro dia do African Energy Week 2023 (#AEW2023), um painel de discussão explorou o panorama do hidrogénio verde em África e na Europa, forjando uma colaboração entre os dois continentes.

O #AEW2023 realiza-se esta semana na Cidade do Cabo com o mandato de erradicar a pobreza energética no Mundo até 2030.

 

African Energy Week 2023

À medida que a África e a Europa lideram em conjunto a economia global do hidrogénio verde, as dinâmicas energéticas estão a sofrer uma transformação significativa. O potencial abundante de energias renováveis em África, aliado aos ambiciosos objetivos de produção e importação da Europa, está a criar novos caminhos energéticos e a redefinir os padrões existentes.

Neste contexto, a Semana de Energia Africana 2023 (African Energy Week 2023 – #AEW2023), o principal evento energético da Câmara de Energia Africana (AEC), contou com uma Cimeira do Hidrogénio dedicada ao tema ‘Dar energia ao Futuro: África e Europa Desencadeiam a Revolução do Hidrogénio Verde‘.

A sessão, moderada por Ashutosh Singh, Diretor de Serviços Financeiros da S&P Global Commodity Insights, explorou as amplas implicações desta mudança transformadora.

A discussão iniciou-se com uma intervenção de Kgosientsho Ramakgopa, Ministro na Presidência responsável pela Eletricidade na África do Sul, sublinhando a importância do hidrogénio verde na estratégia energética sul-africana.

“Até 2040, África poderá produzir 50 vezes mais energia a partir de energias renováveis do que a procura estimada do mundo”, afirmou.

Ao falar sobre as ambições da África do Sul, acrescentou:

“Estamos a apontar para 1 dólar por quilo até 2050, equivalente a energia de baixo custo autóctone, tornando a África do Sul uma das economias industriais mais competitivas”.

O governo reconheceu o hidrogénio verde como um elemento-chave da sua transição energética justa. Implementou alterações regulamentares e introduziu o Programa da Sociedade do Hidrogénio que serve como um enquadramento abrangente do setor para facilitar investimentos em larga escala.

“A intenção deste tipo de estratégia é garantir que somos capazes de desenvolver o tipo de padrão necessário para o hidrogénio verde no futuro”, referiu Ramakgopa.

 

O Hidrogénio Verde na África Ocidental

Entretanto, na África Ocidental, a Mauritânia lidera projetos em larga escala, incluindo o massivo projeto Aman, o projeto Nour Electrolyzer e o projeto de hidrogénio verde Masdar-Infinity-Conjuncta.

“Temos um grande potencial em energias renováveis e o hidrogénio verde está disponível”.

“Estamos a trabalhar no enquadramento legal, que ajudará a atrair investimentos para estes recursos”.

“Queremos colocar os investidores numa posição que os torne confortáveis para investir”.

Explicou Nani Chrougha, Ministro do Petróleo, Minas e Energia da Mauritânia.

Com a procura de hidrogénio verde, África pode beneficiar da investigação de ponta e dos avanços tecnológicos na produção de hidrogénio, permitindo ao continente aproveitar o seu potencial de forma mais eficaz e contribuir para a sua transição energética e crescimento económico.

Embora haja necessidade de África adotar tecnologias para o hidrogénio verde e aprender com as experiências necessárias das nações europeias, o Ministro Ramakgopa afirmou:

“Não somos apenas recetores de tecnologias; também temos a capacidade para a desenvolver”.

O painel discutiu a necessidade de infraestrutura para apoiar a cadeia de abastecimento de hidrogénio verde em África, destacando alguns desafios e oportunidades no seu desenvolvimento.

O Ministro Chrougha afirmou:

“Precisamos de aceder a financiamento para aceder aos nossos recursos importantes, e isto será um investimento em infraestrutura e no setor mineiro, e precisamos de desenvolver capacidade no setor mineiro, e estes são dois desafios”.

 

A “Task Force” do hidrogénio verde

O desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada é essencial para avançar na produção e utilização do hidrogénio verde.

“Para os países africanos, é vital construir capacidade local”.

“Esta é uma tecnologia com a qual não temos vindo a trabalhar durante muito tempo”.

“Por isso é extremamente importante que os governos e instituições comecem a trabalhar na construção de capacidade em toda a cadeia de valor”.

Afirmou Solomon Nwabueze Agbo, Cientista e Coordenador de Projetos na Forschungszentrum Jülich GmbH.

Finalmente, para impulsionar o investimento em hidrogénio verde, África pode inspirar-se nas histórias de sucesso da Europa. Através da implementação de políticas de apoio e do fomento da colaboração internacional, o continente pode atrair os investimentos necessários para uma indústria de hidrogénio verde próspera.

“Para chegarmos aos 2 dólares por quilo, precisamos de reunir todos à mesa, incluindo compradores e financiadores”.

Afirmou Chinnan Maclean Dikwal, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Câmara de Energia Africana.

Acrescentou que, para as nações que não dispuseram dos recursos para o desenvolvimento de hidrogénio verde, será necessária uma colaboração estratégica. As parcerias provavelmente desempenharão um papel significativo.

 

Conclusão

A colaboração entre a África e a Europa no sector do hidrogénio verde, destacada na African Energy Week 2023, representa uma oportunidade transformadora para o continente africano. As ambições da África do Sul e os projetos em grande escala na África Ocidental mostram o potencial deste recurso.

No entanto, desafios como infraestrutura entre outros, precisam ser superados, com ênfase na colaboração internacional. O hidrogénio verde tem o potencial de impulsionar a transição energética em África e desempenhar um papel vital no combate à pobreza energética.

 

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Ver Também:

Hidrogénio, o futuro da energia em África

Marrocos produz hidrogénio verde

 

Imagem: © 2023 DR 
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