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Domingo, Maio 26, 2024

50% do orçamento da UA vem da UE e da China

É fundamental perceber que a UA não pode depender de parceiros como a EU ou a China, a fim de ser completamente independente nas suas estratégias, posições e decisões.

50% do orçamento da UA vem da UE e da China.

A União Africana (UA) pretende defender os interesses africanos, no entanto depende em mais de 50% do seu orçamento de apoios de parceiros externos como a União Europeia (UE) e a China.

 

Dependência económica

Não é segredo que uma boa parte doa países africanos têm atrasos nas suas contribuições e que são as maiores economias continentais tais como a África do Sul, Argélia, Egito, Nigéria ou Marrocos que são as grandes contribuintes da organização pan-africana.

A UA deve ter uma viabilidade financeira própria e africana que não pode depender de parceiros como a EU ou a China, para permitir que a organização seja completamente independente e autónoma nas suas estratégias e nas posições ou decisões que tem que tomar.

Para além do impacto que esta dependência financeira pode ter na independência das decisões e posições que tome a UA, a instituição continental precisa de recursos adequados, fiáveis e regulares para implementar os seus programas a fim de alcançar os seus objetivos de desenvolvimento e integração continental.

É fundamental perceber que a UA não pode depender de parceiros como a EU ou a China, a fim de ser completamente independente nas suas estratégias, posições e decisões.

 

Esta preocupação não é de agora

Já em Kigali, capital do Ruanda, em 2016, os estados-membros tinham decidido fazer uma reforma financeira que, incluía entre outros, repartição justa dos encargos do orçamento da UA e menor dependência de alguns países, autonomia financeira e menor dependência de fontes externas bem como o pagamento das contribuições nos prazos estipulados.

Para apoiar na implementação dessas medidas foi criado um comité de quinze Ministros das Finanças (F15) cujo tema principal de trabalho, está focado no tópico “Melhorar a resiliência das economias africanas e a viabilidade financeira da UA”.

O F15 também se tem debruçado sobre como a implementação eficiente da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), deve apoiar o financiamento da UA, procurando dessa forma a tão desejada independência económica.

 

Conclusão

É fundamental que numa próxima Cimeira de chefes de Estado e de Governo se encontrem as necessárias respostas ao financiamento da União Africana criando as bases para uma menor dependência financeira da União Europeia e da China.

 

O que achas da dependência financeira da UA? Será que mesmo assim conseguem ser isentos? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.
Imagem: © 2021 Francisco Lopes-Santos
Francisco Lopes-Santos
Francisco Lopes-Santos

Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos.

Francisco Lopes-Santoshttp://xesko.webs.com
Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos.
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