BAD E Itália Abrem Linha De Crédito De €140M
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a Itália anunciaram hoje um acordo de co-financiamento de até 140 milhões de euros para sectores prioritários para o crescimento em países de África, incluindo energia, agricultura, água, infra-estruturas e capital humano.
“O acordo bilateral de co-financiamento reforça a parceria estratégica para apoiar projectos prioritários em sectores-chave em África, incluindo energia, agricultura, água, infra-estruturas e desenvolvimento do capital humano”.
Lê-se no comunicado, que dá conta que o montante total, que será gerido pelo Banco, divide-se em 100 milhões de euros em financiamento concessional e 40 milhões de euros em recursos de subvenção.
A iniciativa foi anunciada à margem dos Encontros da Primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que decorreram na semana passada, em Washington, e insere-se no Plano Mattei, um abrangente programa de investimentos de Itália em África.
“Para além dos recursos adicionais que proporciona em benefício dos nossos países membros regionais, o acordo marca o culminar de iniciativas conjuntas entre o Grupo Banco e a Itália, para dar resposta aos desafios de desenvolvimento em África”.
Afirmou o presidente do BAD, Sidi Ould Tah, explicando ainda que esta linha de crédito bilateral agora anunciada irá reforçar a dotação de recursos e a capacidade de co-financiamento do BAD, permitindo o aumento dos investimentos alinhados com as prioridades estratégicas do Banco e os seus Quatro Pontos Cardeais.
Do lado italiano, o ministro da Economia e Finanças, Giancarlo Giorgetti, afirmou que o acordo é “um passo concreto na implementação do Plano Mattei e reafirma o compromisso da Itália em construir parcerias equitativas e de longo prazo com os países africanos”.
O Plano Mattei é uma iniciativa estratégica lançada pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, para construir uma parceria de igualdade com as nações africanas, centrada na energia, infra-estruturas, educação, saúde e agricultura. Apoiado por mais de 1,2 mil milhões de euros, visa promover o desenvolvimento, travar a imigração irregular e transformar Itália num centro energético do Mediterrâneo.
O Plano italiano passou a ter 18 países em Março, com a inclusão da República do Congo, Rwanda, Gabão e Zâmbia, como anunciou Meloni na conferência “Lançar as bases para o emprego em África” que decorreu no princípio de Março no Banco de Itália.
Os países membros que já faziam parte do plano são a Argélia, a República Democrática do Congo (RDC), o Egipto, a Etiópia, o Quénia, a Costa do Marfim, o Marrocos, Moçambique e a Tunísia, a que se juntam agora cinco “parceiros adicionais”: Angola, Gana, Senegal, Mauritânia e Tanzânia.
O acordo sublinha o compromisso partilhado da Itália e do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento em promover uma abordagem ao desenvolvimento baseada na parceria, combinando investimento público e privado, reforçando a capacidade institucional e abordando as causas profundas da fragilidade e da migração através do crescimento económico sustentável.
Imagem: © 2026 Banco Africano de Desenvolvimento
