Angola Vence A Suíça E Vai Lutar Pelo 5º Lugar

A selecção angolana de hóquei em patins derrotou a Suíça por 4-1, na sexta-feira, em Assunção e assegurou o acesso ao jogo de atribuição do quinto lugar do Campeonato do Mundo. Depois da eliminação diante de Portugal, Angola terá o Chile como último adversário na competição.

Angola Vence A Suíça E Vai Lutar Pelo 5º Lugar


Angola alcançou a primeira vitória no Campeonato do Mundo masculino de hóquei em patins ao superar a Suíça, por 4-1, na sexta-feira, 16 de Outubro, no Paraguai. A selecção nacional chegou ao intervalo com três golos de vantagem e voltou a marcar depois do descanso, antes de sofrer o único golo suíço perto do fim. O triunfo permitiu prosseguir a disputa pelas posições entre o quinto e o oitavo lugares.

A equipa orientada por João Pinto vinha de uma derrota por 5-1 frente a Portugal, nos quartos-de-final, resultado que encerrou a possibilidade de chegar às meias-finais. A resposta diante dos suíços devolveu-lhe uma oportunidade de terminar a prova no quinto posto. A partida decisiva está marcada para este sábado, 17 de Outubro, frente ao Chile, na COP Arena, em Luque, na região de Assunção.

O reencontro tem um antecedente imediato. Angola e Chile empataram 2-2 na primeira jornada da fase de grupos, num percurso que incluiu um empate angolano sem golos diante da França e uma derrota por 4-1 com a Argentina. Desta vez, o jogo terá necessariamente de produzir um vencedor, porque definirá as duas posições finais. Até à confirmação de novo resultado, o quinto lugar continua em disputa.


Vantagem Angolana


Angola começou a construir a vitória ainda nos primeiros minutos, com Gonçalo Neto a inaugurar o marcador aos seis. Tomás Cardoso ampliou a vantagem aos dez minutos e Humberto Mendes fez o terceiro aos dezasseis. A sequência permitiu à equipa nacional chegar ao intervalo a vencer por 3-0, num encontro de classificação reservado a selecções afastadas das medalhas.

O resultado da primeira parte colocou a Suíça perante a necessidade de procurar golos sem permitir que a diferença aumentasse. Para Angola, a vantagem criava condições para administrar melhor os minutos seguintes da partida, embora o marcador ainda exigisse concentração. Os três golos antes do descanso foram determinantes para afastar a possibilidade de uma decisão apertada na fase final.

Na segunda parte, Filipe Flórido marcou aos 31 minutos e elevou a vantagem angolana para quatro golos. A Suíça conseguiu reduzir aos 45, por intermédio de Yanic Dysli, mas já não alterou a distribuição da vitória. O 4-1 confirmou a passagem de Angola ao encontro que decidirá o quinto lugar da competição masculina em Assunção, no Paraguai.

A diferença no marcador também deve ser lida à luz do percurso suíço. A selecção europeia tinha perdido por 9-0 com a França nos quartos-de-final e entrou na fase classificativa afastada da discussão das medalhas. Ainda assim, a reacção defensiva após o intervalo impediu que Angola repetisse a frequência de golos registada na primeira parte, apesar da diferença estabelecida.

Para a selecção nacional, o dado mais relevante foi a capacidade de transformar uma vantagem inicial num resultado que garantiu a continuidade competitiva. Os golos distribuídos por quatro jogadores mostram uma participação ofensiva repartida neste encontro. O teste seguinte será diferente, porque o Chile já tinha conseguido travar Angola no primeiro jogo de ambas as selecções nesta edição.


Depois de Portugal


A vitória sobre a Suíça surgiu um dia depois da eliminação de Angola nos quartos-de-final. Portugal venceu por 5-1, numa partida em que a selecção angolana chegou ao intervalo a perder por 3-1. Diogo Seixas marcou o único golo de Angola ainda durante a primeira parte, mas a resposta não bastou para impedir a progressão portuguesa às meias-finais do Campeonato do Mundo em Assunção.

O encontro com Portugal começou com dois golos sofridos nos primeiros minutos, antes de Angola reduzir a diferença. Hélder Nunes terminou com três golos pela selecção portuguesa, que consolidou o apuramento durante a segunda parte. O desfecho deixou os angolanos fora da corrida pelo título e tornou os jogos de classificação no objectivo competitivo imediato da selecção.

A passagem dos quartos-de-final para a luta pelo quinto lugar exige uma mudança de horizonte num calendário curto. Depois de uma derrota que interrompeu a ambição de chegar às meias-finais, a selecção de Angola teve de regressar ao rinque no dia seguinte, sem longa recuperação. Contra a Suíça, a eficácia na primeira parte ajudou a tornar essa resposta visível no resultado final.

O percurso anterior ajuda a compreender a posição de Angola na prova. Na fase de grupos, a selecção empatou 2-2 com o Chile, perdeu 4-1 diante da Argentina e terminou com um empate 0-0 frente à França. A irregularidade dos resultados não impediu o acesso aos quartos-de-final, mas mostrou a exigência dos confrontos com adversários distintos e exigentes.

O quinto lugar não equivale à disputa por uma medalha, embora tenha peso na classificação final de um torneio que reúne selecções de várias regiões. Para Angola, representa a oportunidade de fechar a campanha com duas vitórias consecutivas depois da eliminação. A selecção de João Pinto terá de confirmar essa recuperação perante um adversário já conhecido nesta prova.


Duelo Com o Chile


O Chile garantiu a presença no jogo do quinto lugar depois de afastar a Itália nas partidas classificativas. O encontro terminou empatado 1-1 no tempo regulamentar e foi decidido através das grandes penalidades, com vantagem para os chilenos. Angola chega à mesma partida depois do triunfo por 4-1 sobre a Suíça, numa combinação definida pelos resultados de sexta-feira na capital paraguaia.

As duas selecções encontraram-se na jornada inaugural do grupo B, em 12 de Outubro e empataram a dois golos. Esse resultado impede que o próximo confronto de Angola com o Chile seja tratado como uma estreia entre adversários desconhecidos. Contudo, um empate anterior não determina a evolução de outra partida, sobretudo quando existe agora uma posição concreta da classificação para decidir.

A selecção chilena também passou pelos quartos-de-final sem conseguir acesso às meias-finais, ao perder por 3-0 diante da Espanha. A vitória posterior sobre a Itália abriu o caminho para discutir o quinto posto. Assim, Angola e Chile chegam ao derradeiro encontro depois de derrotas na fase eliminatória e de vitórias nos jogos de classificação entre os lugares inferiores ao pódio.

O confronto está agendado para sábado, 17 de Outubro, às 19 horas locais, na COP Arena, em Luque, no Paraguai. A indicação corresponde às 23 horas em Portugal continental e também em Angola. Até ao início da partida, ainda não existe qualquer resultado oficial confirmado que permita atribuir o quinto lugar a qualquer uma das selecções envolvidas.

Angola procura repetir a quinta posição alcançada no Campeonato do Mundo de 2017. Para o conseguir, precisará de superar uma selecção chilena que já lhe retirou pontos nesta edição e que chegou ao encontro após um desempate por grandes penalidades. A resposta ao insucesso frente a Portugal ficou demonstrada perante a Suíça, mas a classificação definitiva depende exclusivamente deste último jogo competitivo.


Conclusão


Angola afastou a Suíça com uma vantagem construída cedo e assegurou a possibilidade de terminar o Campeonato do Mundo no quinto lugar. O triunfo por 4-1 oferece uma resposta desportiva à derrota com Portugal, mas ainda não define a posição final da selecção nacional.

Esse desfecho depende do jogo com o Chile, agendado para a noite de sábado, em território paraguaio. O percurso de Angola reúne dois empates na fase de grupos, uma derrota diante da Argentina, a eliminação nos quartos-de-final e a vitória que abriu a porta ao encontro classificativo.

A sucessão de resultados mostra a diferença entre manter-se na competição e assegurar uma classificação concreta num torneio exigente. Frente ao Chile, a selecção de João Pinto terá a oportunidade de transformar a recuperação observada contra os suíços numa posição final mais favorável. Até lá, a única certeza é a qualificação de Angola para discutir o quinto posto.


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Imagem: © 2026 RNA
Nomsa Khumalo
Nomsa Khumalo
Formada em Jornalismo Desportivo e Estudos Olímpicos, construiu o seu percurso na África do Sul através da cobertura de rugby, atletismo, natação e preparação olímpica. Com experiência no acompanhamento de atletas em competições internacionais, dedica-se a analisar o desporto de alto rendimento como um território de identidade e ambição, focando a sua escrita nas mulheres no desporto, no acesso ao financiamento e no combate à desigualdade de oportunidades.
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