CEDEAO Preocupada Com Guerra No Irão
Numa declaração publicada hoje numa rede social, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) apelou a todas as partes para que exerçam a “máxima contenção” e actuem em plena conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, em particular com os princípios da soberania, da integridade territorial e da resolução pacífica de litígios.
“A intensificação das acções militares contra o Irão corre o risco de ampliar a instabilidade no Médio Oriente, com sérias consequências para a paz e a segurança internacionais em geral e, em particular, para os mercados globais de energia, o comércio e as cadeias de abastecimento alimentar, especialmente para África e outras regiões vulneráveis”.
“A protecção das vidas civis e das infra-estruturas críticas deve permanecer uma prioridade absoluta”.
Escreveu a organização oeste-africana, cuja presidência rotativa é exercida pelo chefe de Estado da Serra Leoa, Julius Maada Bio, sem fazer qualquer referência directa aos Estados Unidos da América (EUA), a Israel e ao Irão, limitando-se a registar “a preocupação” sobre a situação no Médio Oriente.
“A CEDEAO apela igualmente à renovação dos esforços diplomáticos no âmbito dos mecanismos internacionais e regionais existentes, com vista à promoção do diálogo, à redução das tensões e ao restabelecimento da estabilidade”.
“A CEDEAO associa-se plenamente às declarações da União Africana sobre esta evolução e reafirma o compromisso da África Ocidental com o multilateralismo e com a resolução pacífica de conflitos”, terminou a declaração da organização.
Israel e os EUA lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano” e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a acção conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
Hoje de madrugada, um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou, em lágrimas, a morte do ‘ayatollah’ que estava no poder há 36 anos. Alireza Arafi, dignitário religioso membro da Assembleia dos Peritos e do Conselho dos Guardiões da Revolução, foi nomeado hoje para o triunvirato responsável pela transição após a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.
O Irão, entretanto, decretou um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, pela morte de Khamenei.
Concordas com a preocupação da CEDEAO decorrente deste bárbaro ataque, sem provocação prévia, dos EUA e de Israel ao Irão? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.
Imagem: © 2026 Fatemeh Bahrami / Anadolu via Getty Images
