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Segunda-feira, Abril 22, 2024

Pnuma ajuda a mapear emissões de metano em Angola

O setor energético, com ênfase para a produção de petróleo, gás e carvão, dispõe de soluções técnicas disponíveis a custo baixo e até negativo.

Pnuma ajuda a mapear emissões de metano em Angola

Angola e Gabão acolhem um novo estudo apoiado pela ONU e que pretende expor a quantidade de metano escapando de poços petrolíferos no litoral. Com a Nigéria, os dois países ocupam o topo dos principais produtores de petróleo na África.

A análise é do Observatório Internacional de Emissões de Metano do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma. A meta é cobrir a lacuna regional da “falta de dados sobre emissões no setor de petróleo e gás”.

 

Aquecimento global

O metano tem potencial de aquecimento global mais de 80 vezes maior que o do dióxido de carbono, chegando a durar até 20 anos após a liberação na atmosfera.

A emissão deste gás de efeito estufa pode ocorrer nos estágios da produção, exploração, extração, transporte e armazenamento do recurso. Existem fugas de equipamentos como válvulas, bombas e tubulações durante o transporte e armazenamento de gás natural.

A agência da ONU destaca que a redução das emissões de metano é uma das medidas mais eficazes a ser tomada pelo setor energético para ajudar a enfrentar a crise climática.

Os alvos de redução do Acordo de Paris não podem ser atingidos sem o corte das emissões de metano em 40%-45% até 2030, destaca o Pnuma. Para a agência, é necessário ser preciso no alcance desta meta.

 

Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas

Em 2021, o Pnuma lançou o Observatório Internacional de Emissões de Metano para ajudar a acelerar as reduções até 2030 limitando o aquecimento a 1,5°C ou 2°C, como prevê o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

A agência defende uma ação pelo clima baseada em dados empíricos com uma atuação mais produtiva.

Outra recomendação é que os investimentos e ações tenham como foco o que causa essas emissões.

O Pnuma defende que baixar o uso de combustíveis fósseis, atuar na agricultura e nos resíduos poderiam ajudar a alcançar todas as reduções de metano e evitar quase 0,3°C de aquecimento até 2050.

Para tal, a agência sugere que o setor energético, com ênfase para a produção de petróleo, gás e carvão, dispõe de soluções técnicas disponíveis a custo baixo e até negativo.

 

Imagem: © Arvind Vallabh
UN News

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