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Sexta-feira, Agosto 29, 2025

Migração: O Drama Que Atravessa Mares E Fronteiras

Os Fluxos Migratórios Africanos em Direcção à Europa podem não ser tão drásticos como parecem ser à primeira vista, mas mesmo assim não deixam de ser problemáticos, especialmente por estarem a transformar o Mar Mediterrâneos, num cemitério indescritível.

Migração: O Drama Que Atravessa Mares E Fronteiras


A migração, é um drama actual que não pode ser ignorado. Nas águas do Mediterrâneo, nas areias escaldantes do Sahel ou nas fronteiras frias da Europa Oriental, repete-se diariamente a mesma história. Milhares de africanos arriscam a vida na tentativa de encontrarem condições melhores às dos seus países de origem, enfrentando desertos, traficantes e mares tumultuosos.

A cada travessia, há sonhos que chegam, mas também há vidas que se perdem. O fenómeno dos fluxos migratórios africanos para a Europa é uma das questões mais complexas e sensíveis do século XXI, onde se cruzam factores económicos, políticos, ambientais e humanos.

Apesar de os números variarem ano após ano, a pressão migratória mantém-se como um desafio constante tanto para os países africanos como para os europeus. Os dados mais recentes revelam uma tendência de diminuição das entradas irregulares, mas escondem uma realidade dramática: continuam a morrer pessoas todos os dias e, o Mediterrâneo, transformou-se num cemitério invisível.

O problema dos fluxos migratórios africanos em direcção à Europa, tem muito a ver com a realidade actual dos países africanos, problemas dos quais a Europa não é isenta, onde infelizmente, o preço humano de uma crise que já dura há mais de uma década, parece morrer solteira.


Um Fenómeno Antigo


Imagem © 2015 Libertas Academica Ltd (20250827) Migração O Drama Que Atravessa Mares E FronteirasA migração acompanha a história da humanidade desde os seus primórdios 1H. d. Haas, S. Castles e M. J. Miller, The Age of Migration, International Population Movements in the Modern World, Sexta ed., Bloomsbury, Ed., Guilford Press, 2020, p. 443. [Livro]. . Os Povos, deslocaram-se em massa á procura de terras férteis, segurança e oportunidades. Hoje, o movimento mantém-se, mas assume uma dimensão mais complexa, marcada por fronteiras rígidas, redes de tráfico internacional e debates políticos acesos.

Na União Europeia, a migração tornou-se uma questão central não apenas pelas dificuldades que coloca aos sistemas de asilo, mas também pela sua importância demográfica. Em 2024, a população do bloco europeu atingiu a marca dos 450 milhões de habitantes, um número recorde alcançado graças ao saldo migratório positivo 2A. Gabbatt, “Uganda denies reports that it has struck deal with Trump to take in US deportees”, The Guardian, 20 Agosto 2025. 3T. Barber, “Asylum ruling against Greece exposes Europe’s migrants dilemma”, Financial Times, 11 Janeiro 2025..

Este saldo deve-se a um problema claro que muitos europeus parecem desconhecer. A Europa está a envelhecer rapidamente e precisa de mão-de-obra jovem 4United Nations Department of Economic and Social Affairs, “World Population Prospects 2024”, 2024., muitas vezes fornecida por migrantes africanos e asiáticos, sem esses imigrantes, não conseguirá sobreviver 5A. Gabbatt, “Uganda denies reports that it has struck deal with Trump to take in US deportees”, The Guardian, 20 Agosto 2025..

Contudo, a necessidade da imigração, esbarra na resistência política. O tema divide governos, inflama discursos populistas e testa a solidariedade europeia. É por isso que, em Maio de 2024, foi aprovado o “Pacto em Matéria de Migração e Asilo” 6G. d. Portugal, “Despacho n.º 11856-A/2024, de 7 de Outubro”, Portugal. 7U. Europeia, “Pacto em matéria de Migração e Asilo”., procurando dar uma resposta comum, eficaz e humanitária.

As Rotas de Entrada


Imagem © 2025 Frontex (20250827) Migração O Drama Que Atravessa Mares E FronteirasA chamada crise migratória europeia explodiu em 2015, quando centenas de milhares de pessoas atravessaram o Mediterrâneo e os Balcãs em direcção à União Europeia.

Foi a maior onda migratória desde a Segunda Guerra Mundial. Milhões de pessoas, tentaram a sua sorte rumo ao norte devido às guerras civis no Médio Oriente, às perseguições políticas, à fome e aos desastres climáticos, tendo cerca de 1,3 milhões pedido asilo em apenas um ano 8M. Barlai, B. Fähnrich, C. Griessler, M. Rhomberg e P. Filzmaier, The migrant crisis: European perspectives and national discourses, L. Verlag, Ed., Zurique, 2017, p. 386. [Livro]..

As rotas são várias:

  • Rota da África Ocidental, com destino às Ilhas Canárias;
  • Rota do Mediterrâneo Ocidental que liga Marrocos a Espanha;
  • Rota do Mediterrâneo Central, a mais mortal, com saída sobretudo da Líbia para a Itália;
  • Rota do Mediterrâneo Oriental, da Turquia para a Grécia;
  • Rota dos Balcãs Ocidentais, através da Macedónia, Sérvia e Hungria;
  • Rota do Canal da Mancha, utilizada para chegar ao Reino Unido;
  • Rota das Fronteiras Orientais, entre a Bielorrússia e a Polónia.

Segundo a Frontex, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, uma agência da União Europeia (UE), criada em 2004 para apoiar os Estados-Membros na gestão das fronteiras externas, só em 2024, registaram-se 256.729 travessias irregulares 9Frontex, “Irregular border crossings into EU drop sharply in 2024”, Frontex, 2025..

Embora este número seja o mais baixo desde 2021, quando a pandemia ainda limitava a mobilidade, continua a representar um fenómeno de larga escala.

Segundo dados preliminares da Frontex, nos primeiros 7 meses de 2025, foram contabilizadas 112.275 chegadas irregulares às costas europeias, o que corresponde a uma descida de 18% em relação ao mesmo período de 2024. Entre as nacionalidades mais representadas encontram-se afegãos, bengaleses e, em menor número, cidadãos de países africanos da África Ocidental e do Sahel 10Frontex, “EU external borders: irregular crossings down 18% in the first 7 months of 2025”, Frontex, 2025..


A África Que Migra


Imagem © 2014 Simon Kneebone (20250827) Migração O Drama Que Atravessa Mares E FronteirasApesar da percepção criada pelas imagens dramáticas das travessias para a Europa, a realidade é que a esmagadora maioria da migração africana é interna. Estima-se que 80% dos fluxos migratórios que partem de África permanecem dentro do próprio continente 11L. Mourão, “Exclusivo: “80% dos fenómenos de migração que partem de África são fenómenos de migração interna“, Jornal das Comunidades lusófonas, 4 Agosto 2025., o que significa que a pressão principal recai sobre países vizinhos, muitas vezes com recursos escassos e com estruturas estatais frágeis.

Um exemplo disso é o Uganda, um pequeno país que padece de enormes desafios internos, mas que se tornou no maior receptor de migrantes e refugiados do continente africano, sendo também o terceiro país no mundo que mais refugiados recebe, ilustrando como a migração é sobretudo um movimento regional e não exclusivamente direccionado para a Europa.

Desde o início de 2025, chegam em média 600 pessoas por dia e, actualmente, acolhe cerca de 1,9 milhões de refugiados, oriundos sobretudo do Sudão do Sul, da República Democrática do Congo e do Burundi, com previsão de atingir os 2 milhões até o fim do ano 12Press Release, “Nearly 2 million refugees at risk as Uganda emergency funds dwindle and services cut”, UNHCR, 4 Agosto 2025. ,

De facto, muitos africanos que decidem emigrar para fora do continente nem sequer têm a Europa como destino preferencial. Os países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e a Arábia Saudita, constituem destinos de grande atracção, sobretudo devido às oportunidades de trabalho nas áreas da construção civil, do petróleo e dos serviços domésticos.

A proximidade geográfica, a maior facilidade de entrada e a procura constante de mão-de-obra barata tornam estes países receptores de fluxos migratórios significativos oriundos da África Oriental, do Corno de África e até do Sahel. Contudo, o fenómeno europeu concentra uma maior atenção mediática e política.

Parte disso deve-se ao peso simbólico e histórico da Europa como espaço de prosperidade e segurança e, outra parte, ao choque das imagens que circulam em todo o mundo: barcos sobrecarregados de jovens e famílias, naufrágios no Mediterrâneo, campos improvisados nas fronteiras ou as chamadas “selvas” como a de Calais, em França.

Estas imagens influenciam a opinião pública, alimentam debates políticos e condicionam as decisões governamentais, tanto na Europa como em África.

Na Costa Ocidental e no Sahel, milhares de jovens continuam a arriscar a vida em frágeis pirogas, enfrentando o Atlântico em direcção às Ilhas Canárias ou à Península Ibérica. A travessia é longa e extremamente perigosa, mas representa para muitos a única esperança de escapar ao desemprego, à instabilidade política ou às condições de pobreza extrema.

É frequente ver famílias inteiras a vender as suas poucas posses para financiar a viagem de um filho, na expectativa de que este consiga chegar à Europa e enviar remessas que sustentem os que ficaram para trás.

Na Costa Oriental, a rota é ainda mais cruel. Muitos atravessam o deserto do Sahara, onde enfrentam temperaturas mortais, falta de água e a violência de grupos armados. O destino final é, muitas vezes, a Líbia, transformada num dos maiores pontos de passagem para a Europa, mas também num espaço monumental de horrores: redes de tráfico humano, campos de detenção ilegais, exploração sexual e trabalho forçado.

Apesar de existirem diversos relatórios internacionais a denunciarem que os migrantes em trânsito pela Líbia são frequentemente vendidos como escravos modernos 13Amnesty International, “Libya: New evidence shows refugees and migrants trapped in horrific cycle of abuses”, 24 Setembro 2020. 14Human Rights Watch, “US: Don’t Forcibly Transfer Migrants to Libya”, 9 Maio 2025. , numa realidade que choca pela sua brutalidade, esta realidade permanece invisível para grande parte do mundo, em particular para os europeus 15Human Rights Watch, “No Escape from Hell, EU Policies Contribute to Abuse of Migrants in Libya”, 21 Janeiro 2019. 16Intergovernmental Panel on Climate Change, “Climate Change 2023: Impacts, Adaptation, and Vulnerability”, 2023..

Assim, mesmo que a Europa não seja o destino principal da migração africana, a percepção pública e o discurso político acabam por a colocar no centro da questão.

O impacto simbólico de milhares de pessoas a arriscar a vida para atravessar mares e fronteiras expõe não apenas as desigualdades mundiais, mas também a incapacidade das estruturas internacionais em oferecerem vias seguras e regulares de mobilidade aos povos migrantes.


Um Cemitério Chamado Mediterrâneo


Imagem © 2014 Massimo Sestini - Guarda Costeira Italiana (20250827) Migração O Drama Que Atravessa Mares E FronteirasDesde o naufrágio de Lampedusa, em 2013, onde morreram mais de 360 pessoas, o Mediterrâneo passou a simbolizar a crise migratória 17B. News, “Lampedusa boat tragedy: Migrants ‘raped and tortured’“, BBC News, 8 Novembro 2013.. Em 2014, mais de 3.200 migrantes morreram ou desapareceram em travessias. Em 2016, o número atingiu o pico de 5.143 vidas perdidas num só ano 18T. Barber, “Asylum ruling against Greece exposes Europe’s migrants dilemma”, Financial Times, 11 Janeiro 2025..

A UNICEF calcula que 3.500 crianças morreram ou desapareceram na última década só no Mediterrâneo central, quase uma por dia 19Lusa, “Quase uma criança morre ou desaparece (todos os dias) no Mediterrâneo”, SIC Notícias, 15 Abril 2025.. Estas estatísticas traduzem-se num luto silencioso, onde cada corpo desaparecido representa uma história interrompida e um sonho que não chegou ao seu destino.

As operações de resgate têm sido alvo de polémica. A Operação Mare Nostrum, lançada pela Itália em 2013 para salvar vidas no mar, foi substituída pela Operação Tritão, coordenada pela Frontex. Contudo, os recursos são insuficientes e as acusações de negligência multiplicam-se.

Várias organizações humanitárias têm denunciado que, muitas vezes, embarcações em perigo são ignoradas, sob o argumento de que o resgate funcionaria como incentivo a novas partidas.

Este impasse — entre salvar vidas ou desencorajar fluxos migratórios — expõe uma das maiores contradições do debate europeu sobre as migrações: por um lado, existe a obrigação moral e legal de proteger seres humanos em risco; por outro, persiste a tentativa de reduzir as chegadas a qualquer custo. Mas, para compreender a dimensão deste drama, é necessário olhar para além do mar.

A verdade é que ninguém arrisca a vida numa embarcação precária sem uma razão poderosa. As travessias mortais do Mediterrâneo são apenas o capítulo final de histórias que começam muito antes, em aldeias, cidades e campos assolados pela instabilidade. As causas da migração são múltiplas e interligadas e ajudam a explicar porque, ano após ano, milhares de pessoas continuam a arriscar a vida:

  1. Factores sociopolíticos – guerras civis, perseguições religiosas, políticas ou étnicas. A Síria, a Líbia e o Sudão são exemplos de países onde milhões de pessoas se viram forçados a fugir.
  2. Factores económicos e demográficos – o desemprego crónico, os salários baixos e a falta de perspectivas de futuro empurram sobretudo os jovens para fora, enquanto a procura de mão-de-obra na Europa actua como força de atracção.
  3. Factores ambientais – as secas prolongadas, a desertificação, os ciclones e até pragas agrícolas, obrigam populações inteiras a abandonar as suas terras. Com a previsão do agravamento das alterações climáticas, estima-se que estes movimentos se intensifiquem nas próximas décadas.

Assim, o Mediterrâneo, com as suas tragédias diárias, não é a origem, mas sim o ponto mais visível de um problema muito mais profundo, cujas raízes se encontram no próprio coração de África e do Médio Oriente.


As Respostas Políticas


Imagem © 2004 Yves Logghe (20250827) Migração O Drama Que Atravessa Mares E FronteirasA crise de 2015 expôs as fragilidades do sistema europeu de asilo e dividiu os seus estados-membros. Só a Alemanha, recebeu cerca de 1,1 milhões de pedidos de asilo em 2015 20S. R. Department, “Number of immigrants in Germany 1991-2023”, 13 Janeiro 2025. , com destaque para cidadãos provenientes da Síria, do Afeganistão e do Iraque, enquanto outros fecharam as fronteiras e ergueram muros. A Hungria, por exemplo, construiu barreiras na fronteira com a Sérvia e a Croácia.

Nos últimos anos, a tendência europeia tem sido reforçar a externalização de fronteiras: acordos com países do Norte de África e do Sahel para travar as partidas ainda antes de chegarem ao Mediterrâneo 21T. Barber, “Asylum ruling against Greece exposes Europe’s migrants dilemma”, Financial Times, 11 Janeiro 2025.. Contudo, as organizações de direitos humanos denunciam que esta políticas legitimam abusos, prisões arbitrárias e violência contra os migrantes em países como a Líbia e a Tunísia.

Ao mesmo tempo, há esforços para promover a migração regular. A Europa precisa de trabalhadores jovens e a África tem uma juventude em crescimento exponencial. Investir em oportunidades de emprego no continente africano é visto como parte da solução.

Os números impressionam, mas não revelam tudo. Em 2025, a imigração ilegal caiu 30% no primeiro trimestre, sobretudo pela redução das travessias nos Balcãs. Ainda assim, a diminuição não significa menos sofrimento 22A. Kassam e J. Rankin, “Irregular migrant crossings into Europe fall 30% in first quarter of 2025”, The Gardian, 16 Abril 2025. 23International Organization for Migration, “World Migration Report 2024”, 2024..

“Há pessoas a morrer afogadas, espancadas em fronteiras ou presas em florestas e desertos” – Judith Sunderland, Human Right Watch.

É aqui que o debate político se encontra com a dimensão humana. As estatísticas alimentam relatórios, mas cada número representa alguém com nome, rosto e família. E, para cada chegada a solo europeu, há várias tentativas falhadas.

A União Europeia não actua sozinha. As Nações Unidas, através da Organização Internacional das Migrações (OIM) e do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), desempenham papéis fundamentais no registo, acolhimento e protecção dos migrantes.

Além disso, os Processos de Rabat, Valeta e Cartum procuram articular políticas entre a União Europeia, a União Africana e os países de origem e trânsito e, Observatórios de migração, como o de Marrocos, ajudam a compreender tendências e a orientar as respostas.


Conclusão: Entre o Medo e a Esperança


A migração africana para a Europa não é apenas uma questão de fronteiras, mas de dignidade humana. É um fenómeno que espelha desigualdades entre continentes: de um lado, a Europa envelhecida, a precisar de mão-de-obra; do outro, a África jovem, com milhões de pessoas sem perspectivas de emprego.

As soluções passam por regularizar fluxos, combater redes de tráfico, investir em África e, sobretudo, respeitar a vida humana. Enquanto continuarem a morrer crianças diariamente no Mediterrâneo, qualquer estatística de descida de fluxos será apenas um número frio diante de uma tragédia viva.

A história da migração africana rumo à Europa não é de hoje e não terminará amanhã. Mas a forma como é gerida definirá não apenas o futuro dos migrantes, mas também a imagem de uma Europa que se quer solidária, humanitária e consciente do seu papel no mundo.

 


O que pensas desta migração africana em direcção à Europa? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.


 

Referências


[1] H. d. Haas, S. Castles e M. J. Miller, The Age of Migration, International Population Movements in the Modern World, Sexta ed., Bloomsbury, Ed., Guilford Press, 2020, p. 443. [Livro].

[2] [5] A. Gabbatt, “Uganda denies reports that it has struck deal with Trump to take in US deportees”, The Guardian, 20 Agosto 2025.

[3] [18] [21] T. Barber, “Asylum ruling against Greece exposes Europe’s migrants dilemma”, Financial Times, 11 Janeiro 2025.

[4] United Nations Department of Economic and Social Affairs, “World Population Prospects 2024”, 2024.

[6] G. d. Portugal, “Despacho n.º 11856-A/2024, de 7 de Outubro”, Portugal.

[7] U. Europeia, “Pacto em matéria de Migração e Asilo”.

[8] M. Barlai, B. Fähnrich, C. Griessler, M. Rhomberg e P. Filzmaier, The migrant crisis: European perspectives and national discourses, L. Verlag, Ed., Zurique, 2017, p. 386. [Livro].

[9] Frontex, “Irregular border crossings into EU drop sharply in 2024”, Frontex, 2025.

[10] Frontex, “EU external borders: irregular crossings down 18% in the first 7 months of 2025”, Frontex, 2025.

[11] L. Mourão, “Exclusivo: “80% dos fenómenos de migração que partem de África são fenómenos de migração interna“, Jornal das Comunidades lusófonas, 4 Agosto 2025.

[12] Press Release, “Nearly 2 million refugees at risk as Uganda emergency funds dwindle and services cut”, UNHCR, 4 Agosto 2025.

[13] Amnesty International, “Libya: New evidence shows refugees and migrants trapped in horrific cycle of abuses”, 24 Setembro 2020.

[14] Human Rights Watch, “US: Don’t Forcibly Transfer Migrants to Libya”, 9 Maio 2025.

[15] Human Rights Watch, “No Escape from Hell, EU Policies Contribute to Abuse of Migrants in Libya”, 21 Janeiro 2019.

[16] Intergovernmental Panel on Climate Change, “Climate Change 2023: Impacts, Adaptation, and Vulnerability”, 2023.

[17] B. News, “Lampedusa boat tragedy: Migrants ‘raped and tortured’“, BBC News, 8 Novembro 2013.

[19] Lusa, “Quase uma criança morre ou desaparece (todos os dias) no Mediterrâneo”, SIC Notícias, 15 Abril 2025.

[20]  S. R. Department, “Number of immigrants in Germany 1991-2023”, 13 Janeiro 2025.

[22] A. Kassam e J. Rankin, “Irregular migrant crossings into Europe fall 30% in first quarter of 2025”, The Gardian, 16 Abril 2025.

[23] International Organization for Migration, “World Migration Report 2024”, 2024.

 

Imagem: © 2013 Wesley R. Dickey / National Museum of the U.S. Navy / Domínio Público
Francisco Lopes-Santos

Atleta Olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados, um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes, além de vários cursos de especialização em diversas áreas. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos.

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