CAN 2025: Afinal Quem Ganhou Foi O Marrocos
O Campeonato Africano das Nações de 2025 (CAN 2025) da Confederação Africana de Futebol (CAF), teve uma reviravolta na secretaria com o Senegal a ser punido com a derrota na final, passando dessa forma, o anfitrião Marrocos que tinha sido batido por 1-0 no jogo decisivo, a ser o campeão oficial.
Na base da decisão da CAF está o facto de, já nos descontos do tempo regulamentar do desafio, disputado a 18 de Fevereiro, os senegaleses terem abandonado o relvado e se terem dirigido para os balneários, em protesto por o árbitro ter assinalado grande penalidade a favor de Marrocos, acabando, posteriormente, por regressar ao jogo.
Num final que mais parecia feito para um filme, o Senegal marcou aos 91 minutos. Mas o árbitro entendeu que Seck fez falta (muito duvidosa) sobre Hakimi, antes da cabeçada certeira. Apesar dos imensos protestos senegaleses, o lance nem foi ao VAR porque a jogada estava interrompida já antes do golo. Lance anulado.
Aos 95 minutos, foi assinalada grande penalidade – muito contestada também – a favor de Marrocos. E foi aí que os jogadores do Senegal começaram a deixar o relvado, depois de um apelo do próprio seleccionadora do Senegal, marcando a final do CAN 2025. Mais tarde, Sadio Mané convenceu os compatriotas a voltarem.
Em Rabat, com um estádio repleto, Brahim Díaz tentou sentenciar o desafio com um penálti à Panenka, acabando por entregar a bola, frouxa, ao guarda-redes que nem teve de se mexer para agarrar a bola. No prolongamento, Pape Gueye marcou o único golo do encontro e conseguiu que o Senegal alcançasse algo raro em 35 edições da prova, ao vencer a final frente ao anfitrião.
O feito desta final do CAN 2025, só tinha sido alcançado pelo Gana na Tunísia, em 1965 e na Líbia, em 1992, além dos Camarões que, em 2000, bateram a Nigéria que co-organizou o torneio com o Gana.
Além da derrota por 3-0 e também como consequência do abandono de campo, o seleccionador senegalês, Pape Thiaw, foi suspenso por cinco jogos, tendo as duas federações ainda sido punidas com elevadas penas pecuniárias.
Imagem: © Jalal Morchidi / EPA
