5000 Famílias Vão Receber Terrenos Em Maputo
Segundo Júlio Parruque, o autarca da Matola, capital da província de Maputo em Moçambique, estão disponíveis, nesta primeira fase, 250 terrenos no distrito de Moamba, para igual número de famílias afectadas por inundações.
“Brevemente iremos, com o administrador da Moamba, formalizar o início do reassentamento naquela parte [dos 250 terrenos já disponíveis]”.
Disse Parruque, durante trabalho de monitorização dos impactos das inundações nos bairros da Liberdade e Sikwama, onde decorrem obras de abertura de valas, no âmbito de operações de emergência.
O presidente do município da Matola avançou que a autarquia vai assegurar que as famílias sejam reassentadas em locais com condições sociais básicas, nomeadamente vias de acesso, infra-estruturas de abastecimento de água e energia.
“Nós queremos um reassentamento responsável, que começa pelo entendimento das famílias a serem deslocalizadas de que devem fazer reassentamento”.
“Segundo, de que o município deve garantir, para além da demarcação, a abertura das vias de acesso e a indicação sobre as infra-estruturas básica”, disse Júlio Parruque.
Moçambique regista um total de 22 mortos nas cheias das últimas semanas, com 700 mil afectados, 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas, segundo dados provisórios do INGD.
Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e 10 desaparecidos na sequência destas cheias, desde 07 de Janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam socorro no sul de Moçambique.
Desde o início da época das chuvas, em Outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há registo de 146 mortos, além de 148 feridos e de 820.984 pessoas afectadas, segundo os dados do INGD.
Prosseguem acções e tentativas de socorro de famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. Estão envolvidos nas operações de resgate mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.
Imagem: © 2026 Luísa Nhantumbo
