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TogglePapa Vai Visitar A Guiné Equatorial Este Ano
O Governo de Malabo, anunciou hoje que o Papa Leão XIV visitará a Guiné Equatorial em 2026 na sua primeira viagem a África, desde a sua eleição para o papado. Esta visita será histórica pois é apenas a segunda vez que um Papa visita o país.
“A visita do Papa Leão XIV à República da Guiné Equatorial foi confirmada”.
Escreveu o Governo na sua página oficial, sem mencionar datas. O único pontífice a visitar a Guiné Equatorial foi João Paulo II, em Fevereiro de 1982.
A Visita do Papa

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, reuniu-se na sexta-feira com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos e líderes da Igreja Católica para coordenar os preparativos para a visita do Papa.
“A Guiné Equatorial está habituada a receber dignitários, pelo que a população será mobilizada para oferecer ao Santo Padre a recepção grandiosa que ele merece”.
Afirmou o chefe de Estado, citado no comunicado do Governo. A visita surge na sequência da visita ao Vaticano pelo Presidente da Guiné Equatorial, acompanhado pela mulher, para saudar o Papa Leão XIV após a sua eleição, renovando um convite oficial para visitar a Guiné Equatorial.
A Guiné Equatorial tem mais de 90% de cristãos, segundo um censo de 2015. Desde a sua independência de Espanha, em 1968, a Guiné Equatorial – país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – é considerada por organizações de defesa dos direitos humanos como um dos países mais repressivos e corruptos do mundo.
Obiang, de 83 anos, governa o país com firmeza desde 1979, quando derrubou o seu tio, Francisco Macias, num golpe de Estado, sendo o Presidente há mais tempo no poder a nível mundial.
A visita do Papa Leão XIV à Guiné Equatorial, para além do seu significado religioso, poderá trazer maior visibilidade à situação dos direitos humanos e à governação no país.
A atenção mediática internacional poderá influenciar positivamente o diálogo entre o governo e a sociedade civil, promovendo reformas e melhorias nas condições de vida da população. Resta esperar para ver se este evento histórico terá um impacto duradouro no futuro da Guiné Equatorial.
Conclusão
A anunciada visita do Papa Leão XIV à Guiné Equatorial surge como um acontecimento de forte carga simbólica num país onde a maioria da população se identifica com o cristianismo, mas onde persistem desafios profundos ao nível da governação e dos direitos fundamentais.
Para além da dimensão pastoral e espiritual, esta deslocação poderá projectar o país para o centro do olhar internacional, criando um contexto propício ao escrutínio e ao diálogo sobre questões políticas, sociais e humanas há muito apontadas por organizações independentes.
A presença do Santo Padre poderá funcionar como catalisador de expectativas internas e externas, tanto junto das autoridades como da sociedade civil. Resta saber se este momento histórico se traduzirá em sinais concretos de abertura e mudança ou se ficará limitado ao seu valor cerimonial num país marcado por décadas de poder concentrado.
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Imagem: © 2025 Vatican Media
