Corredor Do Lobito Com Financiamento Histórico
O Corredor do Lobito acaba de assegurar um financiamento histórico de 753 milhões de dólares para a sua modernização e reabilitação, consolidando a sua posição como um dos projectos de infra-estrutura ferroviária mais estratégicos de África.
Este marco decisivo foi alcançado com a assinatura de um acordo em Washington, entre a US International Development Finance Corporation (DFC), o Banco de Desenvolvimento da África do Sul (DBSA) e a Lobito Atlantic Railway (LAR), integrada pela Mota-Engil, concessionária responsável pela exploração da linha férrea.
Do montante global, 553 milhões de dólares são assegurados pela DFC e 200 milhões de dólares pelo DBSA, numa operação que representa simultaneamente a primeira transacção entre Angola e a DFC e o maior financiamento alguma vez concedido por esta instituição norte-americana em África no sector ferroviário.
Para o Governo angolano, trata-se de um sinal inequívoco de confiança internacional na capacidade do país para estruturar e executar projectos de grande complexidade com elevados padrões de governação, transparência e rigor técnico.
O financiamento permitirá a reabilitação e modernização de cerca de 1.300 quilómetros de linha férrea, ligando o Terminal do Porto do Lobito à localidade de Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo.
O investimento inclui ainda oficinas, sistemas de sinalização, material circulante e novas locomotivas, reforçando de forma significativa a capacidade, eficiência e fiabilidade do corredor logístico.

Segundo o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, o Corredor do Lobito posiciona Angola como um pilar de estabilidade e integração regional, transformando o país numa plataforma logística e de exportação com relevância estratégica para as maiores economias mundiais.
O corredor permite ligar directamente a região mineira do Copperbelt, na RDC e na Zâmbia, aos mercados internacionais através do Oceano Atlântico, desempenhando um papel central na diversificação e resiliência das cadeias de abastecimento mundiais.
A DFC sublinha a riqueza da África Central em recursos estratégicos, vitais para indústrias globais como a tecnologia e defesa, o que atribui ao Corredor do Lobito um valor geopolítico acrescido.
Este financiamento, para Angola, não só consolida o projecto como um eixo estruturante para o desenvolvimento económico, mas também reforça a integração regional da África Austral e a sua conectividade económica mundial.
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Imagem: © 2025 Francisco Lopes-Santos
