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Sábado, Fevereiro 21, 2026

Angola: N’Dola Sul Vai Produzir 25 Mil Barris Dia

Angola deu um grande passo na sua história de energia. Isto aconteceu com o começo de um projecto de petrolífero que mistura a extracção de petróleo com o uso de tecnologias de ponta e a participação de empresas angolanas.

Angola: N’Dola Sul Vai Produzir 25 Mil Barris Dia


O sector petrolífero de Angola alcançou um novo marco no fim deste ano, com o início da produção de petróleo e gás no projecto N’Dola Sul, localizado no Bloco 0, perto da província de Cabinda. A produção efectiva começou a 24 de Dezembro, com o registo do “primeiro óleo”.

Este evento reforça a capacidade de produção do país e valida a aposta em trabalhar de forma eficiente, optimizar as infra-estruturas existentes e valorizar o conteúdo local. O projecto N’Dola Sul tem uma capacidade máxima estimada em cerca de 25 mil barris de petróleo por dia e 50 milhões de pés cúbicos de gás.

Este projecto é crucial para Angola, já que o país visa garantir a estabilidade energética, manter a atractividade do sector e assegurar benefícios económicos sustentáveis. O projecto foi desenvolvido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), em parceria com a Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC) e outros operadores internacionais.


Produção, Capacidade, Estratégia


O projecto N’Dola Sul foi concebido para operar com doze poços, integrando o Bloco 0, uma das áreas mais antigas da indústria de petróleo em Angola. Prevê-se que produza cerca de 25 mil barris de petróleo por dia que serão encaminhados para o Terminal de Malongo, em Cabinda.

Adicionalmente, o gás associado, de aproximadamente 50 milhões de pés cúbicos por dia, será enviado para a fábrica Angola LNG. A integração entre a produção de petróleo e o aproveitamento do gás é crucial para o sistema energético nacional, permitindo uma utilização mais eficiente dos recursos, evitando desperdícios e contribuindo para a diversificação da matriz energética.

De acordo com a ANPG, o registo do primeiro óleo assinala o início de uma nova fase produtiva que beneficia da experiência acumulada no Bloco 0. Adicionalmente, as infra-estruturas existentes, como o complexo da Mafumeira que processa a produção do N’Dola Sul, são optimizadas. Esta integração promove uma utilização mais eficiente dos recursos e contribui para o crescimento do país.

Um dos aspectos mais destacados pelas autoridades de Angola e pelos parceiros do projecto é o elevado conteúdo local, com grande parte da estrutura metálica da plataforma N’Dola Sul a ser fabricada no país. Fábricas localizadas nas províncias do Cuanza Sul e de Cabinda participaram activamente neste processo.

A base da plataforma, com cerca de 1100 toneladas e aproximadamente 73 metros de altura, foi construída no Porto Amboim. As partes superiores, com cerca de 600 toneladas, foram produzidas em Malembo e montadas em Malongo. Este processo que contou com técnicos e empresas angolanas, seguiu os padrões internacionais de qualidade, segurança e ambiente.

Durante a construção, o projecto gerou mais de 800 empregos para cidadãos angolanos e contratou diversas empresas nacionais, fortalecendo a economia local e o desenvolvimento empresarial no sector energético.


Parcerias, Financiamento, Modelo


O N’Dola Sul é fruto de uma parceria entre a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (concessionária nacional), a Cabinda Gulf Oil Company Limited (subsidiária da Chevron em Angola e operadora do Bloco 0) e os demais membros do grupo empreiteiro, incluindo a Sonangol E.P., a TotalEnergies e a Azule Energy.

Esta parceria agrega capital, conhecimento técnico e experiência operacional, acumulados ao longo de muitos anos de actividade em Angola. O projecto integra um oleoduto de produção de 15 quilómetros que liga a plataforma às instalações do complexo Mafumeira, onde a produção é processada e canalizada.

Os responsáveis pelo projecto aplicaram um conceito de instalações mínimas, aproveitando a capacidade de processamento existente e incorporando soluções energéticas, como sistemas solares e baterias, para reduzir os custos operacionais e melhorar a sustentabilidade ambiental da operação.

Paulino Jerónimo, presidente do Conselho de Administração da ANPG, considera o primeiro óleo do projecto N’Dola Sul um grande sucesso. Este marco demonstra o retorno dos investimentos no sector petrolífero angolano e a importância do desenvolvimento do conteúdo local.

Jerónimo sublinhou que o fabrico de componentes essenciais em Angola atesta a capacidade técnica do país para executar projectos complexos com rigor e qualidade, representando um grande passo para o futuro do sector petrolífero angolano.

Frank Cassulo, director-geral da Chevron para a África Austral, destacou o N’Dola Sul como prova do compromisso da CABGOC em desenvolver recursos de forma eficiente no Bloco 0, promovendo a participação de empresas e profissionais angolanos.

Num momento em que o mundo assiste a mudanças na produção de energia e a uma crescente atenção às práticas ambientais, o projecto N’Dola Sul é um exemplo de como o sector petrolífero angolano se pode adaptar progressivamente às novas necessidades.


Conclusão


O início da produção no projecto N’Dola Sul realça a importância de Angola como produtor significativo de petróleo e gás em África. Demonstra uma estratégia que equilibra produção, eficiência e valorização do conteúdo local.

O projecto gera um impacto directo na economia de Cabinda, criando empregos, promovendo a transferência de conhecimentos e melhorando as infra-estruturas energéticas nacionais. Assim, o N’Dola Sul é um investimento crucial para um sector ainda vital para o país.

O N’Dola Sul simboliza uma abordagem completa e integrada ao desenvolvimento energético, através de parcerias sólidas e uma forte participação da engenharia nacional. Reflecte ainda uma visão de longo prazo para o crescimento e desenvolvimento da indústria petrolífera em Angola.

 


O que pensas deste paradigma petrolífero em Angola? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Imagem: © 2025 Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG)
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